Tuesday, November 14, 2006

O futuro do tratamento do cancro

(Grimando)

De acordo com o Office for National Statistics, uma em três pessoas em Inglaterra desenvolverão cancro ao longo das suas vidas. Karol SiKota, director médico da CancerPartnersUK, indica qual o futuro para o tratamento do cancro.
A maioria dos cancros é incurável, mas avanços tecnológicos e uma melhor compreensão da biologia molecular poderão mudar esta realidade. Espera-se que o tratamento cirurgico invasivo seja subbstitudo ao longo dos próximos 50 anos por biopsias robôticas e nanotecnologia, permitindo a preservação de tecidos e órgãos. Doses únicas de radioterapia especificamente dirigidas ao tumor poderão ser administradas em unidades com base na comunidade. Ao longo dos próximos 20 anos, a terapia intravenosa tradicional (quimioterapia) mudará para anticorpos monoclonais especificos, terapia genética e vacinas contra o cancro (ja está disponivel a vacina contra o cancro do colo do útero e algumas formas de cancro do pénis), sendo a quimiorterapia reservada para os cancros com metastases.
Devido a uma população envelhecida e melhorias nos métodos de detecção, estima-se que o mercado global do cancro triplique até 2010. Os laboratórios estãao a investir fortemente em terapias biológicas especificas e o grande desafio dos Sistemas Nacionais de Saude será manter os custos a niveis praticáveis.
Uma maneira será investir em métodos de diagnostico. Análises que indiquem a predisposição de determinada pessoa desenvolver certo cancro podem identificar precocemtne doentes que beneficiarão de quimioprevenção, disse o Professor Sikota. A avaliação dos riscos, como acontece para as doenças cardiovasculares, tornar-se-á uma componente essencial da prevenção do cancro.
A monitorização clinica da quimiotarappia poderá ser realizada por farmacêuticos clinicos da mesma maneira que a pressão arterial e o colesterol são monitorizados. biomarcadores farmacodinâmicos e parametros de predição de toxicidade especifica para cada doente poderão ser usados para decidir a dose mais eficaz e com menos efeitos tóxicos e desperdicios. Marcadores de eficacia clinica poderão indicar precocemente a eficácia e a necessidade de continuar o tratamento. Tais meios de diagnóstico serão não invasivos, fáceis de usar e baratos, revolucionando assim o tratametno do cancro.
Espera-se que por volta de 2026 estejam implementados programas personalizados de prevenção do cancro usando biomarcadores. Podemos assitir ao surgimento de "cancer hotels" como parceria entre o sector privado e o NHS. Posteriormente, farmaceuticos clinicos poderão controlar a terapia do cancro à medida que este se torna uma condição crónica e controlável.

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13 Comments:

Blogger pintoribeiro said...

Calhava...bom dia Rosário, abraciku e bjiku,

10:54 AM  
Blogger Josefa Pacheca Pereira said...

Bom dia Rosário.
Bjocas.

11:01 AM  
Blogger Funes, o memorioso said...

Não quero falar sobre o "câncaro". Isso tira-se com cebola.
Vim só dizer que já agradeci a tela que me foi dedicadas no post anterior.

1:21 PM  
Blogger mfc said...

Se eles pudessem acelerar um pouco o passo... era bem bom!

4:15 PM  
Blogger Menina_marota said...

à medicina precisa avançar em passo mais acelerado...especialmente quando temos doentes em casa, a espera de cura é um inferno...

Abraço ;)

4:29 PM  
Blogger Menina_marota said...

Espero que não te importes que tenha levado "emprestado" a pintura do Porto, para a "pendurar" na minha "casa"..

Um abraço carinhoso ;)

6:02 PM  
Blogger Tom, um ser diferente... said...

Minha querida Rosário!
Importantíssima a sua abordagem sobre este tema!

Venho para deixar-te um beijo carinhoso e dizer que estou de volta no ar.

Com carinho,
Tom

12:44 AM  
Blogger Ivo said...

Olá "Rosarico"....

Tenho andado Tão Cheio de trabalho... que mal tenho «passeado» pela Blogoesfera!! MAs soube bem passar por aqui e ler esta notícia!! Espero bem que sim... aguardo esses "frutos" impacientemente, e para ontem!!

Beijico!!

9:39 AM  
Blogger O Sibarita said...

Oi Rosario, se na Inglaterra está ou será assim em relação ao cancro imagine nos países de 2º e 3º mundo, ai meu Deus, rogás por nós!

abraços
O Sibarita

1:33 PM  
Anonymous Anonymous said...

Um excelente post.

2:39 PM  
Blogger Vida said...

Rosário, em primeiro lugar obrigada pelas visitas e peço desculpa por não ter cá vindo mais cedo, mas o tempo é pouco.
Parabéns pelo seu espaço, pelo seu talento para a pintura, pelas palavras que partilha connosco.
Gostava bastante que fosse possível estar connosco nesta exposição, pode ser que um dia aconteça.

Beijinhos.

3:25 PM  
Anonymous Anonymous said...

e urgente mudar os tratamentos e as mentalidades! Minha mae morreu de cancro, ja la vao uns anos ... Recentemente tenho acompanhado uma amiga , por sinal medica, que desenvolveu cancro da mama; ja foi operada ja fez quimio e radioterapia - foi uma fase dificil ma sagora esta animada , bem disposta, up, quem nao sabe nao diz o que sepassou. Eu esqueço-me apesar de ver q aquele nao e o cabelo dela e que as sobrancelhas desapareceram...
Esperemos q daqui a dez ou quinze anos tudo esteja melhor!
La pela aldeia , por via das coibes ou nao , nao ha grande incidencia de cancros e todos duram ate bem tarde! Sao mais os acidentes q as doenças. A nossas antiga professora primaria agora com 87 anos ainda vai as castanhas e plantas as suas batatas e as suas couves! e vive sozinha.

Bjikos anchos; pena nao te poder mandar o caldo na volta do mail...

5:17 PM  
Anonymous Anonymous said...

fui eu que assinei o comment acima, rosario

5:18 PM  

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