Saturday, June 10, 2006

Impressoes- Museu Britanico (I)

Por falar em Cleópatra... um pouco de EGIPTO no museu Britânico...








Neste museu encontra-se também a famosa Pedra de Roseta, a inscrição que permitiu decifrar a escrita hieroglifica, perdida quase durante dois milénios. Quando a Igreja Católica se tornou poderosa, considereou que a escrita hieroglífica era uma espécie de heresia, com as suas referências a Isis, Anúbis, Horus e toda a imensa corte de deuses. Proibiu então o seu uso tão eficientemente que o conhecimento desta escrita antiga pura e simplesmente desapareceu.
No entanto, o interesse pela escrita hieroglífica reacendeu-se no século das luzes, quando a Humanidade começou a valorizar mais o conhecimento do que o medo imposto pelo jugo da Igreja.
No séc. XVIII, Napoleão invadiu o Egipto e os soldados encontraram na cidade de Roseta uma pedra com três tipos de inscrição. A equipa de historiadores que acompanhava a campanha identificou caracteres gregos, demóticos e hieroglifos e concluiu que se tratava do mesmo texto nas três línguas.
Entretanto, os ingleses também se interessaram por aquela região, derrotaram os franceses e a pedra acabou por viajar para Londres em vez de Paris.
Foram necessários muitos anos, o trabalho e o interesse de autênticos génios, talentosos linguistas-Thomas Young, Jean-François Champollion- bem como a análise e comparação de outras inscrições para decifrar a escrita. Finalmente, em 1824, Champollion publica o Précis du Sistème Hierogliphique onde finalmente são revelados os mistérios dos hieroglifos.

15 Comments:

Blogger rps said...

... e agora podemos estudá-los em receitas médicas...

1:02 PM  
Blogger Pé de Salsa said...

Maravilhosas estas imagens e as descrições.

Bom fim de semana Rosário

1:32 PM  
Blogger Santa said...

Magnífico!! Feliz da civilização, cujo ensinamento e sua materialidade histórica e artísticas, são presevados.

Bjs

2:30 PM  
Blogger sonia r. said...

Interessante...boa noite Rosário e um bom fim de semana.

Beijinhos.

8:20 PM  
Blogger pintoribeiro said...

Boa noite Rosário. Cleópatra, pois. E as pedras. Mas os mistérios nunca se conseguem verdadeiramente revelar, né? Olha, um bjiku e um abraciku. Ando mesmo muito cansado. Fica bem. Bom domingo.

9:15 PM  
Blogger adesenhar said...

Foi sem dúvida uma época fascinante.

Não conheço este museu Britânico, mas para compensar conheço o Louvre onde o Egipto também está bem representado, aconcelhável um visita.
Interessante este post, fiquei mais rico, ao tomar conhecimento de alguns pormenores que transcreves, com excepção para a atitude da Igreja Católica, que não são novidade no que diz respeito a proibições, e a constante aniquilação do conhecimento ou a verdade.

:)
bjks

12:13 AM  
Blogger kinha said...

Bom dia Rosario. Bonito museu.
Beijinhos.

11:40 AM  
Blogger -pirata-vermelho- said...

QUESTION 1
Isto foi tudo roubado ou está aqui mais bem conservado?
QUESTION 2
A pergunta anterior é pertinente ou resulta de um pensamento 'resistente'?

1:46 PM  
Anonymous Rosario A. said...

Bom dia!
...foi tudo saqueado!... mas está conservado. Prontos.
Há questoes éticas e morais envolvendo a posse destas relíquias, por outro lado... se não estivessem nos museus europeus, a maioria das pessoas não teria oportunidade de as contemplar... o que será mais imoportante, a herança cultural de um povo e a sua posse, ou sede dos demais por pelo conhecimento? Se os artefactos nunca tivessem deixado o pais de origem o interesse por eles seria o mesmo? complicado...

3:39 PM  
Blogger Lata Mágica said...

Rosario,

Agradecemos suas visitas. Não visitamos como gostaríamos de visitar nossos amigos. Sem internet banda larga é difícil, em muitos blogs nem conseguimos abrir (demora para carregar).

William&Odilene

9:42 PM  
Anonymous eduardo said...

enconcontros históricos...

http://cartasintimas.zip.net

10:06 PM  
Blogger pintoribeiro said...

Boa semana Rosário. Vou estar afastado mas tentando passar. Bjiku e um grande abraciku.

8:17 AM  
Blogger máquina do tempo said...

Olá cara amiga Rosário, viva o conhecimento, viva a cultura. A diferença entres os seres humanos assenta na forma em como transmitem o conhecimento e o cultivam.
Vamos levar a peça a várias ilhas aquí do arqupélago, assim como ao Continente, há também um convite para a levarmos ao Brasil integrados nas festividades do Rio Grande do Sul. Fui também convidado para uma exposição conjunta internacional na cidade de Florianópolis.
E quanto a ti minha Amiga, tens-me suscitado uma saudável curiosidade, uma vez que partilhamos uma data de coisas em comum. Penso que vives em Londres?! que é uma cidade onde já fomos fazer um espectáculo na animação do casamento de um nobre inglês com texto do professor Hermano Saraiva nosso amigo.
Para quando uma exposição tua? com itenerância é claro...vives apenas da arte? se assim for fico cheio de inveja, pois é a forma de vida que mais gostaria de ter...

Beijo Armando Moreira

10:18 AM  
Blogger Barão da Tróia II said...

Excelente post. Muitas dessas peças já tem data marcada para serem devolvidas ao Egipto, ao Museu do Cairo.

10:28 AM  
Blogger Silvio Vasconcellos said...

Apesar da maravilha de poder desfrutar obras tão antigas, há o desconforto em relação a maniera como chegaram à Europa. Entre pilhadores, piratas e invasores, riquezas históricas foram saqueadas. Da mesma foram como hoje piratas da biotecnologia corrompem governos e autoridades para trazer e registrar como seus as riquezas tropicais.

Mesmo assim, Rosario, enche os olhos... Lindo e oportuno post.

2:04 AM  

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