Tuesday, March 14, 2006

A La




Tear da mae Joaquina

Em Carcao e em Santulhão existiam várias tecedeiras que trabalhavam continuamente para responder às encomendas provenientes de toda a região. As colchas e os tapetes eram produzidos essencialmente com três matérias primas. A teia urdia-se com algodão. Os relevos característicos eram executados com linho ou com lã. O algodão comprava-se em meadas que apenas era necessário dobar em novelos. No entanto, a lã e o linho eram produzidos na região e adquiridos numa fase inicial da produção, para reduzir os custos.
A lã comprava-se aos pastores no início da Primavera mal estes despiam as ovelhas do espesso agasalho que produziam para se protegerem dos rigores do Inverno.
O primeiro passo na transformação da lã consistia em lavá-la exaustivamente. Evidentemente as cores disponíveis inicialmente reduziam-se ao preto e branco originais. No entanto, a lã podia ser colorida em tons de vermelho e de verde. Para tal, o tio Bravo vendia os necessários corantes, a lã era fervida na solução obtida pela dissolução de quantidades adequadas de corante.
De seguida, com a ajuda de uma roca e de um fuso, usando pequenas quantidades de cada vez, a lã era fiada, torcida e dobada em novelos. O processo era moroso e requeria grande agilidade e experiência da parte da fiadora. A espessura do fio tinha de ser adequada ao fim a que a lã se destinava e era necessário manter para toda a quantidade a fiar a mesma espessura de fio. Combinando as diferentes cores obtinham-se diferentes padrões.

6 Comments:

Blogger spartakus said...

BJINHOSSSS,,,,,,,,,,,,

11:33 AM  
Blogger greentea said...

lindos estes posts sobre os teares, a lã, as cores...
trabalhos de outros tempos que agora -raramente se fazem. Uma cunhada minha ainda trabalha no tear - faz colchas, mantas...
A roca e o fuso sãotão bem descritas em "As Brumas de Avalon"!

E o pão? a dificuldade maior será o próprio forno para o cozer a preceito. Tem um bom dia

1:07 PM  
Anonymous Ana Amorim said...

Lembro-me de quando levaste uma colcha de linho para a tua cama da "nossa casa" em Coimbra. Colcha essa feita pela tua mãe, e eu, queria tanto uma, ..., mas não tinha dinheiro para comprar. Mais tarde ofereceram-me uma colcha lindíssima de linho para compensar a que eu entretanto tinha querido tanto.
Jinhos
Ana Amorim

4:11 PM  
Blogger Miguel said...

Antigamente era assim ...

Bjks da matilde

5:58 PM  
Blogger a lice said...

Parabéns pelo blog!:)

Voltarei em breve!

Abraço!:)

7:30 PM  
Blogger Santa said...

Maravilha de post!!! A sabedoria popular!!! Aqui no nordeste do Brasil ainda encontramos mulheres e seus teares.

Beijos

11:07 AM  

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