Thursday, January 26, 2006

Las Biaiges dua folhica



Era ua fuolha arrincada
por ua tal rabanada
que bolaba,
rodaba,
beilaba,
mas nun s’assustaba.
L aire assopraba por baixo
i chubie cumo un páixaro
a ua nubre
que l’ancubre
i nun çcubre
adonde se chube.
L aire assopraba po riba
i nun bie por adonde iba,
a rodar,
a gritar,
a chorar:
Ai! Bou-me a matar!
Mas la fuolha era lebica,
parecie ua prumica:
aparaba,
aterraba,
i çcansaba
se naide la pisaba.
As viagens duma folhinha


(Era uma folha arrancada
por uma tal rabanada
que voava,
rodava,
dançava,
mas não se assustava.
Soprava o vento por baixo
e subia como um pássaro
a uma nuvem
que a encobre
e não descobre
onde se sobe.
Soprava o vento por cima
e não via por onde ia,
a rodar,
a gritar,
a chorar:
Ai! Vou-me matar!
Mas a folha levezinha,
parecia uma peninha:
pousava,
aterrava,
e descansava
se ninguém a pisava. )

Fracisco Niebro.
Apresentado na Festa das Línguas promovida pelo Ano Europeu das Línguas no Centro Cultural de Belém, em 28 de Setembro de 2001.

8 Comments:

Blogger frog said...

É como nos filmes...a tradução perde toda a graça...um mal necessário.

Bom dia...

10:42 AM  
Blogger mixtu said...

não conhecia... muito bonito "jogo" de sentimentos
jinho

1:38 PM  
Blogger spartakus said...

eu num percebi tudo. mas tá lindo. boa tarde Rosário. bjinho e abraciko.

2:48 PM  
Blogger badger said...

Muito Bonitooooo.... e interessante!!

Beijokas!!

4:27 PM  
Blogger pirata vermelho said...

a graça é intraduzível (frogmirandês dixit)

6:05 PM  
Anonymous Aristóteles said...

É realmente uma autêntica celebração da língua!

9:55 PM  
Blogger Susana Barbosa said...

Realmente bonito.
Boa noite
Bj

1:10 AM  
Blogger TMara said...

delicioso. A »" tradução" ajuda a compreender algumas partes. Bjs e ;)

1:41 AM  

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