Tuesday, December 06, 2005

Celulas estaminais (I)

A investigação com células estaminais já nos forneceu valiosíssimas contribuições para a compreensão da biologia do desenvolvimento e é fonte de esperança para a regeneração de tecidos mortos ou degradados. Avanços rápidos e recentes na manipulação celulas estaminais, combinados com as suas numerosas aplicações, resultam numa enorme complexidade, quer científica quer ética.
Apesar de, após 30 anos de pesquisa, a defenição de célula estaminal permanecer contenciosa, a maioria dos cientistas concorda que aquelas células são capazes, até certo grau, de auto-renovação e de diferenciação em células maduras mais especializadas funcionalmente. Quando uma célula estaminal se divide, as células obtidas podem, dependendo dos estímulos ambientais, manter-se como células estamianais ou tornar-se mais especializadas.
Existem dois tipos de células estamianais, as celulas estaminais adultas (CEA) e as células estamianais embrionárias (CEE).
As primeiras são células não diferenciadas e que se crê existirem em pequeno número na maioria dos tecidos e orgãos (incluindo medula óssea, fígado, sangue e cérebro). Eatas células são requisitadas durante a reparação celular para substituir as células danificadas. Tradicionalmente, crê-se que a plasticidade das CEA é mais limitada em comparação à das CEE, mas o seu uso oferece algumas vantagens práticas , incluindo a facilidade de isolamento e manipulação, e estabilidade fenotípica.
Só recentemente foram isoladas células estamianais embrionárias (nos ultimos 30 anos a pesquisa tem sido feita com CEAdultas) em humanos. As CEEmbrionaria são isoladas a partir da massa interior não diferenciada de um blastocisto (um estado embriónico inicial, que consiste em cerca de 50 a 150 células). Uma vez estabelecida, a linha de células estamianis embrionárias é imortal (i.e. capaz de proliferação sem diferenciação).
Comparadas com as CEAdultas, as CEEmbrionarias são mais pluripotentes e capazes de auto-renovação, o que faz delas uma opção terapeutica muito versátil. No entanto, as CEEmbrionarias não podem ser utilizadas directamente em terapia celular, uma vez que tendem a formar tumores. O potencial terapêutico das CEEmbrionarias baseia-se na sua diferenciação directa em dadas celulas especializadas (i.e. células beta produtoras de insulina).
Para evitar que as CEEmbrionarias sofram diferenciaçao espentanea in vitro, condiçoes de cultura muito precisas tem de ser mantidas com factores de crescimento especificos. Os factores que influenciam a aoto-renovacao e a pluripotencia das CEEmbrionarias so recentemente começaram a ser reveladas e a capacidade de guiar as as CEE para se diferenciarem em tipos de células especificos requer ainda muita investigaçao.
O objectivo principal da pesquisa com células embrionárias é poder diferenciar CEAdultas de modo a que estas apresentem as mesmas capacidades de diferenciaçao ou plasticidade das CEEMbrionárias. Tal evitaria os dois principais obstáculos ao uso de CEEmbionarias, ou seja, as questoes éticas e a necessidade de tecnicas que previnam a rejeiçao imunológica.

Imagem retirada daqui

(Continua com Uso de Celulas Estamianis na Terapia e Debate-Os pros e os Contras)

5 Comments:

Blogger Maria said...

O blog Dislexias tb trata deste assunto esta semana, a propósito do parecer da CNECV.

Abracicos :)

11:01 AM  
Blogger Pinto Ribeiro said...

pssssssssssssssss ka kunfusão logo de manhã....dasse Moça. bom dia. e bjinhos e abracikos.

11:06 AM  
Blogger Cadelinha Lésse said...

Bô, que a moça dá-nos muita sabedoria!

Jitos

5:06 PM  
Blogger Dinada said...

Beijo ó sua culto-artístico-polivalente :D

Pah...

10:01 PM  
Anonymous rps said...

Interessante, sem dúvida - mas vou ter que ler de novo, mais atentamente - dá um certo nó no neurónio... :-)

2:55 PM  

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